segunda-feira, 14 de abril de 2008
O Sol (Aleksandr Sokurov, 2005)
quinta-feira, 13 de março de 2008
Beach House - Devotion (2008)
O novo álbum, Devotion, é o passo lógico em direção à evolução do som atmosférico e meticuloso da banda, cuja instrumentação se resume à um sintetizador, um tecladinho e a eventual pedal guitar. A voz de Victoria Legrand se faz mais clara dessa vez, como já dava indícios em Tokyo Witch e Master of None, tornando o som mais 'limpo' e menos 'eco de fundo de poço'. A terceira faixa, Gila, que vazou na rede no final do ano passado, incorpora tudo aquilo que faz o som do Beach House ser tão idiossincrático e magnético, desde a batida sintetizada até o órgão que dá textura e cor ao riffzinho de guitarra e aos vocais de Legrand. E é nos pequenos detalhes e melodias enganosamente simples que a dupla capta a atenção dos ouvintes mais pacientes e dedicados, seja em um cover de Daniel Johnston (Some Things Last a Long Time) ou em viagens nostálgicas como Wedding Bell e Astronaut. São pequenos hinos de devoção, mas apenas para os mais devotos.
sábado, 8 de março de 2008
Curto e grosso, porém prazeroso
O microfone trabalhou super bem. Em todas as cenas. Hein? Denzel Washington?!
Tom Hanks como (mais um?) herói americano garanhão + Julia Roberts como (mais uma?) prostituta ativista de peruca = ufanismo gratuito com mensagem no final: os americanos sempre dão um jeitinho de fazer merda com o país dos outros.
Sicko (Michael Moore, 2007):
Outro documentário insuportavelmente melodramático, encantadoramente tendencioso e involuntariamente divertido do diretor detestado por onze entre cada dez neoliberais fervorosos de carteirinha.
Cada um com seu cinema (Vários, 2007):
Nada melhor para comemorar os 60 anos do Festival de Cannes do que uma versão cult de 'Paris, je t'aime', com direito a muita massagem no ego, Lars Von Trier no papel de serial killer e um repente de Caju e Castanha.
Outro documentário insuportavelmente melodramático, encantadoramente tendencioso e involuntariamente divertido do diretor detestado por onze entre cada dez neoliberais fervorosos de carteirinha.
Nada melhor para comemorar os 60 anos do Festival de Cannes do que uma versão cult de 'Paris, je t'aime', com direito a muita massagem no ego, Lars Von Trier no papel de serial killer e um repente de Caju e Castanha.
sexta-feira, 7 de março de 2008
Juno (Jason Reitman, 2007)
*Perdi o fio da meada, porque comecei a escrever isso no dia 18 de fevereiro e guardei nos rascunhos. Resumindo: gostei do filme, tirando os primeiros 20 e poucos minutos, que foram meio angustiantes, e a música desafinada no final. E o merchandising do Tic Tac de laranja me deixou com náusea aguda.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Sweeney Todd (Tim Burton, 2007)
Sweeney Todd é um musical. Eu gostei de Sweeney Todd. Logo, isso significa que, inconscientemente, eu reprimo o desejo de vestir um collant cor-de-rosa e fazer piruetas e spacattos na Redenção ao som de 'My Favorite Things'? Errado. Sweeney Todd não é um musical como os outros: é uma comédia de humor negro musicada que, embora tenha lá os seus momentos 'A Noviça Rebelde', consegue fazer sobressair a sua trama deliciosamente macabra. O filme conta a história do barbeiro serial killer Benjamin Barker, que é resgatado do seu exílio pela Priscila, a Rainha do Deserto, e se alia a outra serial killer - a padeira Mrs. Lovett, que cozinha as piores tortas de carne humana de Londres - para efetuar sua vingança sobre o juíz que roubou a sua mulher e o colocou na prisão injustamente.
Sem querer entregar o enredo, mas já entregando, fica aqui a dica de um ótimo programa de férias para a família. Mas só para aqueles que têm estômago forte, tanto para suportar a ocasional canção melosa de amor, quanto para as cenas de preparação das tortas - que, inexplicavelmente, me deixaram com fome.
*Participação especialmente desnecessária do insuportável queridinho da América, Sacha 'Borat' Baron 'Ali G' Cohen.
Sem querer entregar o enredo, mas já entregando, fica aqui a dica de um ótimo programa de férias para a família. Mas só para aqueles que têm estômago forte, tanto para suportar a ocasional canção melosa de amor, quanto para as cenas de preparação das tortas - que, inexplicavelmente, me deixaram com fome.
*Participação especialmente desnecessária do insuportável queridinho da América, Sacha 'Borat' Baron 'Ali G' Cohen.
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Sangue Negro (Paul Thomas Anderson, 2007)
Diferentemente de Onde os fracos..., entretanto, o filme de PTA tem a vantagem de possuir uma história, com personagens interessantes e multifacetados, que não precisam morrer no meio do filme em nome da ambição cinematográfica. A história da ascensão e queda de Daniel Plainview pode ser percebida como um 'alegoria ao poder cego que o capitalismo exerce sobre o homem' (o cara mandou o 'filho' surdo e manco embora no trem das onze), uma 'biografia de George W. Bush disfarçada de western artístico barra Cidadão Kane do século XIX' (a cena em que a refinaria pega fogo remete invariavelmente ao atentado de 11/9 e à mensagem nele implícita em relação ao modelo capitalista) e até mesmo como um 'estudo sobre a maldade inerente ao homem' (e que filme não é, hoje em dia?). Mas o diretor se leva tão a sério, e tem tantos problemas em cortar fora o desnecessário, que o que acabamos presenciando é uma brilhante interpretação de Daniel Day-Lewis se esvaindo por água abaixo até os últimos e sofríveis centímetros de celulóide, que por sinal servem apenas para lembrar aos espectadores que, conforme prometido, there will be blood.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Onde os fracos não têm vez (2007)
No meio disso, muitas cenas extasiantes de perseguições envolvendo pitbulls e camionetes de traficantes de drogas mexicanos estão ao seu dispôr, intercaladas com diálogos inesquecíveis, com destaque especial para "se eu não voltar, diga para a mamãe que eu a amo" "mas a sua mãe já morreu" "então eu mesmo direi". Pretensioso? Bastante. Auto-indulgente? Sim, senhor, senhor. Não sei quem merece mais uma estatueta dourada: o cara que possui cinco falas durante o filme todo e sofre do mal supracitado ou os irmãos que conduziram esse exercício de masturbação mútuo-cinematográfica a quatro mãos. Que rufem os tambores.
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