segunda-feira, 14 de abril de 2008

O Sol (Aleksandr Sokurov, 2005)

ZZZZZZzzz ZzzzzZ ZZZzzz zZZZZZzzzZzz Aleksandr Sokurov zzzZ ZZzzZZz ZZ z zZZZ zzZ ZZ zZZzzz zzzzz ZZZZ Zz zzZZZ Segunda Guerra Mundial ZZZz z zzZZZzZ ZZzzz ZZZZZzz zzzzzz zzZZz zzZZzZ ZZzzzz ZZzz zzz zZ ZZZZ ZzzzZ Z Zzzz peixe voador zZZZ zzZZZzz zZZZzzZ ZZZ tique nervoso Zz ZZZZ ZzZ ZZZZ zZZZZ zzzzzzzzz zZ ZZzzz ZZ zZZZZzzz zZ ZZ zzzzz retrato homossexual ZZzzzz ZZ z zzZZZZZzzz Z zZz duas horas de duração ZZZ zz zzzzzZZ ZZzz zz russo filho da puta ZZZz zzZZZ ZZzzzZ Zzzzz ZZ zz zzzzz ZZZzzz zz zZZZ ZzzZ ZZ zzzzzzz zZ A Queda! versão film d'art nipônico zzzzZ ZZ ZZz Zzzzzz zzzz zZ ZZz zzzz zz ZZ ZZ z zzz.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Beach House - Devotion (2008)

Qualquer um que tenha investido tempo suficiente no CD homônimo de estréia da dupla Beach House sabe que ali se encontra uma jóia rara da safra de álbuns de 2006, repleta de composições aparentemente simplórias e melancólicas, mas cujas camadas melódicas iam se desvelando conforme o ouvinte tornava a explorá-las. O que era trilha de velório remix para uns acabou se transformando em uma espécie de cult hit do indie dream pop norte-americano e, assim, o Beach House acabou ganhando merecida visibilidade.
O novo álbum, Devotion, é o passo lógico em direção à evolução do som atmosférico e meticuloso da banda, cuja instrumentação se resume à um sintetizador, um tecladinho e a eventual pedal guitar. A voz de Victoria Legrand se faz mais clara dessa vez, como já dava indícios em Tokyo Witch e Master of None, tornando o som mais 'limpo' e menos 'eco de fundo de poço'. A terceira faixa, Gila, que vazou na rede no final do ano passado, incorpora tudo aquilo que faz o som do Beach House ser tão idiossincrático e magnético, desde a batida sintetizada até o órgão que dá textura e cor ao riffzinho de guitarra e aos vocais de Legrand. E é nos pequenos detalhes e melodias enganosamente simples que a dupla capta a atenção dos ouvintes mais pacientes e dedicados, seja em um cover de Daniel Johnston (Some Things Last a Long Time) ou em viagens nostálgicas como Wedding Bell e Astronaut. São pequenos hinos de devoção, mas apenas para os mais devotos.

sábado, 8 de março de 2008

Curto e grosso, porém prazeroso

O gângster (Ridley Scott, 2007):
O microfone trabalhou super bem. Em todas as cenas. Hein? Denzel Washington?!



Jogos de poder (Mike Nichols, 2007):
Tom Hanks como (mais um?) herói americano garanhão + Julia Roberts como (mais uma?) prostituta ativista de peruca = ufanismo gratuito com mensagem no final: os americanos sempre dão um jeitinho de fazer merda com o país dos outros.


Sicko (Michael Moore, 2007):
Outro documentário insuportavelmente melodramático, encantadoramente tendencioso e involuntariamente divertido do diretor detestado por onze entre cada dez neoliberais fervorosos de carteirinha.


Cada um com seu cinema (Vários, 2007):
Nada melhor para comemorar os 60 anos do Festival de Cannes do que uma versão cult de 'Paris, je t'aime', com direito a muita massagem no ego, Lars Von Trier no papel de serial killer e um repente de Caju e Castanha.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Juno (Jason Reitman, 2007)

A última moda em hollywood é rodar blockbusters disfarçados de indie movie com pseudo-baixo orçamento, que atraem a atenção dos exemplares críticos de cinema que servem de jurados para o cavalo morto das premiações cinematográficas conhecido como Academy Awards, ou Oscar para os mais íntimos. O ano retrasado nos presenteou com Little Miss Sunshine, uma mistura de road-movie em família com comédia de humor negro que não conseguiu ser uma coisa nem outra pela falta de honestidade e pelo excesso de que-merda-de-filme, mas que mesmo assim levou alguma estatueta dourada pra casa. Já o ano passado agraciou a nada crítica crítica americana com Juno, uma espécie de comédia dramática adolescente roteirizada por uma ex-stripper/operadora de tele-sexo/prostituta/todas as alternativas anteriores, adorada pelos críticos, detestada pela quase totalidade da população norte-americana, pelo uso exagerado de gírias adolescentes e por tratar de um tema tão delicado de forma leviana e banalizante.
*Perdi o fio da meada, porque comecei a escrever isso no dia 18 de fevereiro e guardei nos rascunhos. Resumindo: gostei do filme, tirando os primeiros 20 e poucos minutos, que foram meio angustiantes, e a música desafinada no final. E o merchandising do Tic Tac de laranja me deixou com náusea aguda.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Sweeney Todd (Tim Burton, 2007)

Musicais me irritam. Não é exagero dizer que eu prefiro manter relações sexuais com a Marlene Mattos do que assistir a um filme onde os diálogos são substituídos por musiquinhas engraçadinhas que pontuam cada gesto e expressão facial dos atores de forma com que tudo culmine em coreografias homossexuais e angustiantes para pessoas como eu, que não levantam com o pé direito e já ensaiam um 'bom dia' em lá menor com direito a falsetes e vibratos de fazer o vizinho colar durex nos vidros das janelas.
Sweeney Todd é um musical. Eu gostei de Sweeney Todd. Logo, isso significa que, inconscientemente, eu reprimo o desejo de vestir um collant cor-de-rosa e fazer piruetas e spacattos na Redenção ao som de 'My Favorite Things'? Errado. Sweeney Todd não é um musical como os outros: é uma comédia de humor negro musicada que, embora tenha lá os seus momentos 'A Noviça Rebelde', consegue fazer sobressair a sua trama deliciosamente macabra. O filme conta a história do barbeiro serial killer Benjamin Barker, que é resgatado do seu exílio pela Priscila, a Rainha do Deserto, e se alia a outra serial killer - a padeira Mrs. Lovett, que cozinha as piores tortas de carne humana de Londres - para efetuar sua vingança sobre o juíz que roubou a sua mulher e o colocou na prisão injustamente.
Sem querer entregar o enredo, mas já entregando, fica aqui a dica de um ótimo programa de férias para a família. Mas só para aqueles que têm estômago forte, tanto para suportar a ocasional canção melosa de amor, quanto para as cenas de preparação das tortas - que, inexplicavelmente, me deixaram com fome.
*Participação especialmente desnecessária do insuportável queridinho da América, Sacha 'Borat' Baron 'Ali G' Cohen.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Sangue Negro (Paul Thomas Anderson, 2007)

Onde os fracos não têm vez - Parte 2, digo, Magnólia - O Retorno, digo, Sangue Negro é um filme audaciosamente chato pra caralho. Algo me leva a crer que os irmãos Coen tiveram uma reunião muito monótona e pretensiosa com o Paul Thomas Anderson e que, juntos, eles resolveram fazer uma trilogia sobre o ultimate badass do oeste americano, cuja terceira parte eu não estou contando os dias para assistir.
Diferentemente de Onde os fracos..., entretanto, o filme de PTA tem a vantagem de possuir uma história, com personagens interessantes e multifacetados, que não precisam morrer no meio do filme em nome da ambição cinematográfica. A história da ascensão e queda de Daniel Plainview pode ser percebida como um 'alegoria ao poder cego que o capitalismo exerce sobre o homem' (o cara mandou o 'filho' surdo e manco embora no trem das onze), uma 'biografia de George W. Bush disfarçada de western artístico barra Cidadão Kane do século XIX' (a cena em que a refinaria pega fogo remete invariavelmente ao atentado de 11/9 e à mensagem nele implícita em relação ao modelo capitalista) e até mesmo como um 'estudo sobre a maldade inerente ao homem' (e que filme não é, hoje em dia?). Mas o diretor se leva tão a sério, e tem tantos problemas em cortar fora o desnecessário, que o que acabamos presenciando é uma brilhante interpretação de Daniel Day-Lewis se esvaindo por água abaixo até os últimos e sofríveis centímetros de celulóide, que por sinal servem apenas para lembrar aos espectadores que, conforme prometido, there will be blood.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Onde os fracos não têm vez (2007)

Lewellyn é um soldador veterano da Guerra do Vietnã que faz alisamento japonês e se vê envolvido em um jogo de gato e rato após encontrar uma maleta cheia de dinheiro no meio do deserto. Ele passa a ser perseguido por Chigurh, um assassino em série com paralisia facial que freqüenta o mesmo salão de beleza que ele, e que aniquila suas vítimas utilizando uma combinação de tanque de gás comprimido e mini-metralhadora, sem dó nem piedade. Lewellyn tem uma mulher, que não acrescenta nada à história, assim como a mãe da mulher, que morre de câncer após ter tapado um medonho buraco no roteiro. Mas se você pensa que esses personagens são superficiais, espere até conhecer o xerife Tommy 'pessoal, nós não temos base suficiente para cobrir todas essas olheiras' Lee Jones, que começa narrando a história e termina narrando a história, em uma cena final tão inesquecível que, quando eu fui olhar o relógio pra ver se o filme tava acabando, a tela ficou preta e os créditos apareceram.
No meio disso, muitas cenas extasiantes de perseguições envolvendo pitbulls e camionetes de traficantes de drogas mexicanos estão ao seu dispôr, intercaladas com diálogos inesquecíveis, com destaque especial para "se eu não voltar, diga para a mamãe que eu a amo" "mas a sua mãe já morreu" "então eu mesmo direi". Pretensioso? Bastante. Auto-indulgente? Sim, senhor, senhor. Não sei quem merece mais uma estatueta dourada: o cara que possui cinco falas durante o filme todo e sofre do mal supracitado ou os irmãos que conduziram esse exercício de masturbação mútuo-cinematográfica a quatro mãos. Que rufem os tambores.