Diferentemente de Onde os fracos..., entretanto, o filme de PTA tem a vantagem de possuir uma história, com personagens interessantes e multifacetados, que não precisam morrer no meio do filme em nome da ambição cinematográfica. A história da ascensão e queda de Daniel Plainview pode ser percebida como um 'alegoria ao poder cego que o capitalismo exerce sobre o homem' (o cara mandou o 'filho' surdo e manco embora no trem das onze), uma 'biografia de George W. Bush disfarçada de western artístico barra Cidadão Kane do século XIX' (a cena em que a refinaria pega fogo remete invariavelmente ao atentado de 11/9 e à mensagem nele implícita em relação ao modelo capitalista) e até mesmo como um 'estudo sobre a maldade inerente ao homem' (e que filme não é, hoje em dia?). Mas o diretor se leva tão a sério, e tem tantos problemas em cortar fora o desnecessário, que o que acabamos presenciando é uma brilhante interpretação de Daniel Day-Lewis se esvaindo por água abaixo até os últimos e sofríveis centímetros de celulóide, que por sinal servem apenas para lembrar aos espectadores que, conforme prometido, there will be blood.
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Sangue Negro (Paul Thomas Anderson, 2007)
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Um comentário:
OI, mudei um pouco meu blog e coloquei o link do teu no meu. Troquei o nome também, agora é patricialimablog, hehehe...
Vê se me visita e deixa um recado!!
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