sábado, 10 de maio de 2008

Soy Un Caballo - Volet / Au Ralenti


Penchée sur le dos, alanguie, l'air était frais tout autour. Alentour, les bruits n'arrivaient qu'en retard d'au moins une heure. Sous mes paupières, le sang passait si lentement qu'enfin je voyais à travers, goûtant à peine, indifférente, le suret de ce que l'on a fait de notre amour. Fraîchement coupées sous les pieds, l'herbe ou des fleurs exhalaient. Sensiblement, ça me plaisait, je ne savais alors que l'ordinaire était parti pour nous. Dis-moi ce que je devais faire vers les volets, les fleurs et l'eau, à travers les flots j'arrivais, dis-moi ce que l'on, dis-moi ce que nous, dis-moi ce que je devais faire vers les volets, les fleurs et l'eau, à travers les flots j'arriverais. Le côte gauche endolori, des fourmis dans l'avant-bras, j'entendais le son d'une voix emballée dans du coton. Quand enfin mon sang s'assombrit, qu'il devint noir et blanc le froid qui l'entourait, je compris qu'il fallait me taire et qu'aucun mot ne viendrait m'aider dans mes adieux. Dis-moi ce que j'aurais dû faire vers les volets, les fleurs et l'eau, à travers les flots j'arrivais, dis-moi ce que l'on, dis-moi ce que nous, dis-moi ce que j'aurais dû faire vers les volets, les fleurs et l'eau, à travers les flots j'abandonnais.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Björk - Wanderlust

Permitam que eu invada um pouco a barra lateral para vos presentear com (mais) um clipe impressionante da Björk. Mas, atenção: se você faz parte dos 99,78% da população que não suportam a voz dessa mulher, é só desligar a caixa de som ou abaixar o som ali no botãozinho. Não vai ter a mesma graça, mas você provavelmente é uma pessoa lesada que não acha muita graça nas coisas de qualquer forma. Fica a dica.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

O Sol (Aleksandr Sokurov, 2005)

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quinta-feira, 13 de março de 2008

Beach House - Devotion (2008)

Qualquer um que tenha investido tempo suficiente no CD homônimo de estréia da dupla Beach House sabe que ali se encontra uma jóia rara da safra de álbuns de 2006, repleta de composições aparentemente simplórias e melancólicas, mas cujas camadas melódicas iam se desvelando conforme o ouvinte tornava a explorá-las. O que era trilha de velório remix para uns acabou se transformando em uma espécie de cult hit do indie dream pop norte-americano e, assim, o Beach House acabou ganhando merecida visibilidade.
O novo álbum, Devotion, é o passo lógico em direção à evolução do som atmosférico e meticuloso da banda, cuja instrumentação se resume à um sintetizador, um tecladinho e a eventual pedal guitar. A voz de Victoria Legrand se faz mais clara dessa vez, como já dava indícios em Tokyo Witch e Master of None, tornando o som mais 'limpo' e menos 'eco de fundo de poço'. A terceira faixa, Gila, que vazou na rede no final do ano passado, incorpora tudo aquilo que faz o som do Beach House ser tão idiossincrático e magnético, desde a batida sintetizada até o órgão que dá textura e cor ao riffzinho de guitarra e aos vocais de Legrand. E é nos pequenos detalhes e melodias enganosamente simples que a dupla capta a atenção dos ouvintes mais pacientes e dedicados, seja em um cover de Daniel Johnston (Some Things Last a Long Time) ou em viagens nostálgicas como Wedding Bell e Astronaut. São pequenos hinos de devoção, mas apenas para os mais devotos.

sábado, 8 de março de 2008

Curto e grosso, porém prazeroso

O gângster (Ridley Scott, 2007):
O microfone trabalhou super bem. Em todas as cenas. Hein? Denzel Washington?!



Jogos de poder (Mike Nichols, 2007):
Tom Hanks como (mais um?) herói americano garanhão + Julia Roberts como (mais uma?) prostituta ativista de peruca = ufanismo gratuito com mensagem no final: os americanos sempre dão um jeitinho de fazer merda com o país dos outros.


Sicko (Michael Moore, 2007):
Outro documentário insuportavelmente melodramático, encantadoramente tendencioso e involuntariamente divertido do diretor detestado por onze entre cada dez neoliberais fervorosos de carteirinha.


Cada um com seu cinema (Vários, 2007):
Nada melhor para comemorar os 60 anos do Festival de Cannes do que uma versão cult de 'Paris, je t'aime', com direito a muita massagem no ego, Lars Von Trier no papel de serial killer e um repente de Caju e Castanha.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Juno (Jason Reitman, 2007)

A última moda em hollywood é rodar blockbusters disfarçados de indie movie com pseudo-baixo orçamento, que atraem a atenção dos exemplares críticos de cinema que servem de jurados para o cavalo morto das premiações cinematográficas conhecido como Academy Awards, ou Oscar para os mais íntimos. O ano retrasado nos presenteou com Little Miss Sunshine, uma mistura de road-movie em família com comédia de humor negro que não conseguiu ser uma coisa nem outra pela falta de honestidade e pelo excesso de que-merda-de-filme, mas que mesmo assim levou alguma estatueta dourada pra casa. Já o ano passado agraciou a nada crítica crítica americana com Juno, uma espécie de comédia dramática adolescente roteirizada por uma ex-stripper/operadora de tele-sexo/prostituta/todas as alternativas anteriores, adorada pelos críticos, detestada pela quase totalidade da população norte-americana, pelo uso exagerado de gírias adolescentes e por tratar de um tema tão delicado de forma leviana e banalizante.
*Perdi o fio da meada, porque comecei a escrever isso no dia 18 de fevereiro e guardei nos rascunhos. Resumindo: gostei do filme, tirando os primeiros 20 e poucos minutos, que foram meio angustiantes, e a música desafinada no final. E o merchandising do Tic Tac de laranja me deixou com náusea aguda.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Sweeney Todd (Tim Burton, 2007)

Musicais me irritam. Não é exagero dizer que eu prefiro manter relações sexuais com a Marlene Mattos do que assistir a um filme onde os diálogos são substituídos por musiquinhas engraçadinhas que pontuam cada gesto e expressão facial dos atores de forma com que tudo culmine em coreografias homossexuais e angustiantes para pessoas como eu, que não levantam com o pé direito e já ensaiam um 'bom dia' em lá menor com direito a falsetes e vibratos de fazer o vizinho colar durex nos vidros das janelas.
Sweeney Todd é um musical. Eu gostei de Sweeney Todd. Logo, isso significa que, inconscientemente, eu reprimo o desejo de vestir um collant cor-de-rosa e fazer piruetas e spacattos na Redenção ao som de 'My Favorite Things'? Errado. Sweeney Todd não é um musical como os outros: é uma comédia de humor negro musicada que, embora tenha lá os seus momentos 'A Noviça Rebelde', consegue fazer sobressair a sua trama deliciosamente macabra. O filme conta a história do barbeiro serial killer Benjamin Barker, que é resgatado do seu exílio pela Priscila, a Rainha do Deserto, e se alia a outra serial killer - a padeira Mrs. Lovett, que cozinha as piores tortas de carne humana de Londres - para efetuar sua vingança sobre o juíz que roubou a sua mulher e o colocou na prisão injustamente.
Sem querer entregar o enredo, mas já entregando, fica aqui a dica de um ótimo programa de férias para a família. Mas só para aqueles que têm estômago forte, tanto para suportar a ocasional canção melosa de amor, quanto para as cenas de preparação das tortas - que, inexplicavelmente, me deixaram com fome.
*Participação especialmente desnecessária do insuportável queridinho da América, Sacha 'Borat' Baron 'Ali G' Cohen.