O novo álbum, Devotion, é o passo lógico em direção à evolução do som atmosférico e meticuloso da banda, cuja instrumentação se resume à um sintetizador, um tecladinho e a eventual pedal guitar. A voz de Victoria Legrand se faz mais clara dessa vez, como já dava indícios em Tokyo Witch e Master of None, tornando o som mais 'limpo' e menos 'eco de fundo de poço'. A terceira faixa, Gila, que vazou na rede no final do ano passado, incorpora tudo aquilo que faz o som do Beach House ser tão idiossincrático e magnético, desde a batida sintetizada até o órgão que dá textura e cor ao riffzinho de guitarra e aos vocais de Legrand. E é nos pequenos detalhes e melodias enganosamente simples que a dupla capta a atenção dos ouvintes mais pacientes e dedicados, seja em um cover de Daniel Johnston (Some Things Last a Long Time) ou em viagens nostálgicas como Wedding Bell e Astronaut. São pequenos hinos de devoção, mas apenas para os mais devotos.
quinta-feira, 13 de março de 2008
Beach House - Devotion (2008)
sábado, 8 de março de 2008
Curto e grosso, porém prazeroso
O microfone trabalhou super bem. Em todas as cenas. Hein? Denzel Washington?!
Tom Hanks como (mais um?) herói americano garanhão + Julia Roberts como (mais uma?) prostituta ativista de peruca = ufanismo gratuito com mensagem no final: os americanos sempre dão um jeitinho de fazer merda com o país dos outros.
Sicko (Michael Moore, 2007):
Outro documentário insuportavelmente melodramático, encantadoramente tendencioso e involuntariamente divertido do diretor detestado por onze entre cada dez neoliberais fervorosos de carteirinha.
Cada um com seu cinema (Vários, 2007):
Nada melhor para comemorar os 60 anos do Festival de Cannes do que uma versão cult de 'Paris, je t'aime', com direito a muita massagem no ego, Lars Von Trier no papel de serial killer e um repente de Caju e Castanha.
Outro documentário insuportavelmente melodramático, encantadoramente tendencioso e involuntariamente divertido do diretor detestado por onze entre cada dez neoliberais fervorosos de carteirinha.
Nada melhor para comemorar os 60 anos do Festival de Cannes do que uma versão cult de 'Paris, je t'aime', com direito a muita massagem no ego, Lars Von Trier no papel de serial killer e um repente de Caju e Castanha.
sexta-feira, 7 de março de 2008
Juno (Jason Reitman, 2007)
*Perdi o fio da meada, porque comecei a escrever isso no dia 18 de fevereiro e guardei nos rascunhos. Resumindo: gostei do filme, tirando os primeiros 20 e poucos minutos, que foram meio angustiantes, e a música desafinada no final. E o merchandising do Tic Tac de laranja me deixou com náusea aguda.
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